sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Concerto Novas Oportunidades

Fazer ecoar a Iniciativa Novas Oportunidades através da música, com recurso a obras clássicas e outras, é a proposta da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), num projecto desenvolvido em parceria com a Agência Nacional para a Qualificação, I.P. (ANQ), através do Concerto Novas Oportunidades.

Este Concerto, a realizar dia 25 de Setembro, pelas 21h30, no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, procurará, de uma forma inovadora, promover a Iniciativa Novas Oportunidades e apelar à importância da qualificação, dando ênfase ao ensino artístico especializado e às competências que são obtidas em resultado de uma formação qualificante.
Alargar o interesse pela música e, simultaneamente, chamar a atenção para a diversidade de oportunidades existentes ao nível dos percursos de qualificação dirigidos aos jovens que se encontram a concluir o ensino secundário são objectivos associados a esta iniciativa.

Este é um evento de entrada livre, limitado à capacidade do Auditório, pelo que a inscrição deverá ser efectuada através do e-mail anq@anq.gov.pt até ao dia 25 de Setembro pelas 13:00 horas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

De regresso ao trabalho!


A Equipa do Centro Novas Oportunidades já retomou a sua actividade, pelo que estaremos à sua disposição para o ajudar a definir e concretizar os seus projectos de qualificação. Até breve!
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Imagem disponível online em http://4.bp.blogspot.com/_5pSBn5MV6YU/Rhr0XF5XgCI/papelada.jpg

quinta-feira, 29 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010


No dia 22 de Julho realizou-se uma sessão de júri de nível secundário, na qual foram certificados 4 candidatos. Nesta sessão foram apresentados percursos de vida de quatro pessoas muito diferentes mas todas demonstraram saber ser, estar e fazer!

Esperamos que continuem a investir na aprendizagem ao longo da vida e que contem connosco para os auxiliar e encaminhar nesse sentido.

Parabéns a todos!

Oferta Formativa 2010/2011


Cada cabeça… sua sentença…

O Jantar Poético, servido no passado dia 16, foi um verdadeiro sucesso.
Agradecemos o empenho, o esforço, a vontade, o prazer e a criatividade de todos os que connosco colaboraram.
Como em qualquer outro restaurante, no final da refeição, foi apresentada a conta aos clientes. Serviram-se palavras, pagaram-nos com palavras ― de agradecimento, de satisfação, de felicitação e de encorajamento.
Nesse dia, “santos da casa fizeram milagres” e “com palavras viajámos, comemos e bebemos. As vozes encheram o espírito. Ficámos completamente satisfeitos” com “uma refeição deliciosa”, um jantar “gostosamente imaginativo”, “de sabor magnífico”, “de ‘comer’ e chorar por mais”, “um alimento que não provoca colesterol”, um “manjar” que “não engorda”, que deixa “a alma alimentada e o espírito saciado”.
“É difícil surpreendermo-nos num mundo em que tudo já foi inventado, mas, esta noite, a poesia servida à refeição foi uma deliciosa surpresa”. “Só faltou mesmo um garçon jeitoso… De qualquer forma, este restaurante foi aprovado pela ASAE”, que “passou por aqui e não registou nenhuma anomalia” e ainda bem pois é “extremamente importante alimentar a alma”.
“Esta iniciativa é uma daquelas que importa recordar. Momentos como este fazem da nossa escola uma grande escola” e “Acho que conseguiram, na verdade, o objectivo traçado ― a motivação para a leitura” são também palavras de clientes satisfeitos.
No entanto, a maioria dos clientes, apesar de ter gostado do que lhes foi servido, não ficou satisfeita pois sentiu necessidade de afirmar que gostaria de repetir: “Embora tenha ficado ‘cheia’, conseguia lugar para mais um bocadinho”, “Espero que não seja preciso chorar muito até que se repita tão apetitosa refeição”, “Se mais houvesse, mais me divertia, mais lia e mais chorava para que houvesse mais”.
“Gostei. Foi pena neste restaurante não haver lugar para M. Torga, M. Alegre, H. Helder, A. Gedeão, A. O´Neill…” que não compareceram porque “estiveram noutro lugar onde também eram precisos…”
É verdade que Saramago poderia, e deveria, também ter feito parte da ementa “pois também escreveu poesia e que bonita homenagem poderia ter tido hoje e aqui.” Por isso e porque “nem tudo lembra”, prestamos-lhe, aqui e agora, a nossa homenagem, com um dos seus poemas que poderá abrir o apetite para outras iniciativas deste género.


Põe na mesa a toalha adamascada,
Traz as rosas mais frescas do jardim,
Deita o vinho no copo, corta o pão,
Com a faca de prata e de marfim.
Alguém se veio sentar à tua mesa,
Alguém a quem não vês, mas que pressentes.
Cruza as mãos no regaço, não perguntes:
Nas perguntas que fazes é que mentes.
Prova depois o vinho, come o pão,
Rasga a palma da mão no caule agudo,
Leva as rosas à fronte, cobre os olhos,
Cumpriste o ritual e sabes tudo.

In Os Poemas Possíveis, Editorial Caminho, 3.ª ed., p. 81

Isabel Neves - Formadora de CLC